Total de visualizações de página

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Devaneios

Devaneios

Recebo do meu consciente,
prevejo uma chuva de lágrimas,
uma tempestade no deserto
que existe sem você.
Um vazio em meio a tudo
na multidão na maior densidade
demográfica , me sinto só.
Ao mesmo tempo que aparentemente
me sinto no deserto, começo a achar
que todos me olham e percebem.
Minha angústia, minha caminhada em direção a nada.
Meu coração inquieta-se, aperta como
se quisesse fugir de mim
explodir o meu peito.
Tento uma desesperada fuga
de quem nem me persegue,
na verdade eu quero esconder-me de mim mesmo,
da minha insegurança, dos meus medos
de sofrer pela dor que ainda não existe.
Da tristeza que não é ainda triste.
Não sei se olho as pessoas
que são numerosas em minha volta
ou continuo só em meus devaneios.
Antecipando o abandono,
dando vida a esse monstro que seria a solidão.


Mariano P. Sousa

domingo, 30 de dezembro de 2012

Sem palavra, sem poesia...


Sem você, se eu vivo ainda não sei porquê.
Pois onde vou, se estou não quero ser.
Os ponteiro do relógio do meu ser
desgovernaram-se:
minutos são horas, passado é agora 
momentos que desmoronaram.

Na cor do meu céu, não brilham estrelas,
o que era linha reta,virou curva...
Sem sol, sem chuva
meu jardim murchou,
meu prato não tem mesa.

Já que não lhe vejo, meus olhos passeiam,
buscam numa curva da estrada
fantasiam-lhe nas horas de chegada,
nas belas nuvens que o sol clareia.

O doce que as palavras fixam,
o hálito de poesia
o assim ta bom e demais...
Sem você eu não soletro
não construo nenhuma palavra,
o sentido se desfaz.

Sem ação não há reação,
sem vida não há a morte,
sem espaço não percebes-se o além
e sem rumo, melhor ficar parado.
Sem sorte a vida é um fardo e assim
sem você eu sou ninguém.

Mariano P. Sousa




sábado, 12 de maio de 2012

MINHA RAINHA

Rainha você se foi,
não se despediu,
não lhe vi
pela última vez.
Era tão pequeno,
nem tive seu aceno,
mas vou aqui.

Caminhando nessa estrada,
cheia de surpresas,
mais ou menos
a metade percorrida.
Aprendendo, ensinando,
encarando as curvas,
com certa destreza.

Quando algum dia,
desligar- me da matéria
e lhe encontrar,
em outro plano.
Quero lhe venerar,
esquecer do tempo,
valorizar os momentos,
em teu colo a viajar.

Amor materno,
é o mais profundo,
é presente não importa
aonde estamos.
Ele nos fortalece,
com força incomparável.
Mostra o caminho,
com palavras ou lembranças.

Oh!, Minha rainha!
Eu lhe vejo assim,
como um querubim,
a me proteger.
A sua feição,
me olhando com carinho,
me fazendo afago,
sempre vou reviver.


MARIANO P. SOUSA

terça-feira, 1 de maio de 2012

FILME VELOZ


As noites lentamente,
ficam repetindo, martelando e
deixam o relógio, cada vez mais lento.
Por outro lado,
os ponteiros do relógio da vida
tornam- se velozes, não deixando espaço
para decorar os momentos bons,
os motivos de alegria,
estes acontecem com tamanha pressa,
que às vezes parecem sonhos.
Cria-se um ponto de exclamação, de aceitação
de abrir-se pro momento,
de segurar o tempo junto com as paixões...
Mas eles são liberais e nem sempre estão
nos mesmos corações.
Com o passar dos amores, estes endurecem,
sentem-se inseguros com potencias afinidades.
Então seus hospedeiros encontram-se com as noites,
com a lentidão dos relógios e a distância do sono.

MARIANO P. SOUSA

sábado, 14 de abril de 2012

Trajetos De Uma Estrada: Paixão oculta

Trajetos De Uma Estrada: Paixão oculta: Ah! Minha cabrocha. Se ocê adivinhasse, o quanto eu lhe espio por detrás das moitas e dos pés de laranjeira Hum! Minha adorada, se ocê...

Paixão oculta

Ah! Minha cabrocha.
Se ocê adivinhasse,
o quanto eu lhe espio
por detrás das moitas
e dos pés de laranjeira
Hum! Minha adorada,
se ocê desconfiasse,
pelo menos um tiquinho,
me fazia feliz
pra essa vida inteira.

Mas eu fico de longe,
com ôio comprido,
vendo com os óios
e comendo com a testa.
Sonho contigo,
abraço a fronha,
acordo com uma vergonha,
e a tristeza me aperta.

Imagino ocê,
ser minha senhora,
nós dois se quentando,
num fogão de lenha.
Te oiando e piscando,
ocê sirrindo pra eu,
e no nosso rancho,
felicidade venha.

Mas como pode ser?
Se não tenho coragem,
de lhe contar,
o meu sentimento.
Meu peito rói,
lhe vejo uma santa,
vivo a lhe adorar,
minha paixão, meu alimento.


Mariano P. Sousa

Não aceitando obstáculos



Os caminhos as vezes apresentam-se em aclive,
com curvas traiçoeiras, mas na vida tudo tem seu jeito
todo obstáculo, nos da alguma chance de deixá-lo pra trás.
Precisamos perceber essa dica.
Se a vida nos trás tristeza, devemos driblá-la e
ir em busca do seu antônimo.
Todos temos condições de buscar o que queremos dando
O primeiro passo em direção ao objetivo.
Precisamos da sombra para poder observar que o sol
É brilhante e nos transmite um calor que nos faz
falta se ele por longo tempo não aparece.
Se nosso sorriso por algum motivo ficou meio nublado.
Devemos buscar a energia nos olhares de otimismo
Para abastecer nosso sorriso e coração.
Se o dia hoje não rendeu tanto quanto esperávamos,
Buscamos no próximo amanhecer um dia próspero.
Se a música da sua vida não está afinada você precisa
Se entrosar com a orquestra do universo.
Se aquela flor não está exalando o mesmo perfume
Procure perceber outras belezas que ela possui.
Se ao fechar os olhos o sono não aparece.
Mentalize o que pode ser bom para você e todos os semelhantes.
Esta iniciativa já deixa seu corpo leve.
Buscar é ser vivo, é dar vida aos próximos momentos
Que certamente serão de vitória.


Mariano P.Sousa